Há diferentes formas de processar informação, comunicar, aprender e organizar o trabalho. A neurodiversidade descreve essa diversidade humana. O termo neurodivergente é usado para pessoas cujo funcionamento difere do padrão dominante; não é, por si só, um diagnóstico clínico.
Pode abranger, por exemplo, PHDA, autismo, dislexia e dispraxia. Uma designação não permite prever todas as necessidades ou capacidades de uma pessoa. A revisão de Doyle (2020) propõe considerar a relação entre características individuais e contexto de trabalho.
Começar pelas condições.
Em vez de tentar adivinhar o que alguém precisa, podemos tornar a conversa concreta. Como são transmitidas as tarefas? Como se definem prioridades? De que formas é possível participar?
“Para esta tarefa, que informação te faz falta para conseguires começar?”
Três perguntas para uma equipa.
- O que está explícito? O resultado esperado, o prazo e a prioridade podem ser compreendidos sem adivinhar?
- Onde existe escolha? Há mais de uma forma de comunicar, organizar ou participar?
- Como podemos rever? Existe um momento para verificar se a prática está a ajudar?
Estas perguntas são uma proposta prática da workin.hd. Não são um teste clínico nem uma forma de identificar pessoas neurodivergentes.
Ferramentas como experiências.
A revisão sistemática de Lauder, McDowall e Tenenbaum (2022) identifica escassez de investigação específica sobre intervenções para adultos com PHDA no trabalho. Essa limitação pede cuidado ao transformar uma estratégia numa promessa.
Escolhe uma prática pequena, observa o que acontece e conversa sobre o que precisa de mudar. Não funcionar também é informação útil.
Observar práticas da minha equipa